quinta-feira, 27 de novembro de 2014

CONCURSO IBGE Em negociação, 1.564 vagas para 2º e 3º graus

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vem negociando com o Ministério do Planejamento a abertura de concurso para a sua área de apoio. A solicitação é de 1.564 vagas em cargos dos níveis médio e superior. A expectativa é de que o pleito possa ser atendido tão logo o governo aprove no Congresso Nacional o orçamento de 2015. Apesar da indefinição quanto a possíveis reduções na verba para contratações do governo federal, o pedido de concurso para o órgão não deve ser afetado. A necessidade de mão de obra para repor o alto número de trabalhadores prestes a se aposentar na instituição, que, segundo dados do IBGE, corresponde a 61% do quadro de efetivos, ou seja, 3.637 funcionários, serve como indicador da provável preservação da quantia reservada para gastos com pessoal na instituição no próximo ano.
 
A diretora-executiva da Asssociação e Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (ASSIBGE-SN), Ana Magni, disse que os problemas relativos à falta de profissionais já afetam importantes pesquisas, como o Censo Agropecuário e a Contagem da População, responsáveis pelo dimensionamento da produção agrícola no país e do fundo de participação dos municípios, respectivamente. De acordo com ela, a expectativa em torno da autorização do pedido é grande. “Ainda estamos no aguardo. A questão da mudança de governo pode causar alguma demora, mas esperamos um olhar atento à estruturação do órgão. O esvaziamento do quadro é muito grave, já estamos em uma situação-limite”, afirmou Ana. “Atualmente, são duas divulgações de dados para a sociedade a cada três dias e várias as etapas das pesquisas que carecem de pessoal.”
 
Do total, são previstas 1.044 vagas para quem concluiu o 2º grau, no cargo de técnico em informações geográficas e estatísticas, cuja remuneração atual inicial é de R$3.323,91; e 520 para graduados, nas funções de analista e tecnologista, cuja a remuneração inicial é de  R$7.039,83. No entanto, os valores podem chegar a R$7.414,04 (aperfeiçoamento), R$7.788,25 (mestrado) ou R$8.691,63 (doutorado), dependendo da qualificação profissional. Os valores incluem auxílio-alimentação de R$373. O chefe da unidade estadual do Rio de Janeiro do IBGE, Romualdo Pereira de Rezende, e os diretores-executivos do sindicato, Nelson Thomé Filho e Susana Drumond, acreditam que o estado será contemplado com um grande número de oportunidades caso a seleção seja autorizada. O último concurso, realizado em 2013 pela Fundação Cesgranrio, ofereceu 420 vagas, sendo 300 para técnico e 120 para tecnologista e analista. De acordo com o IBGE, já foram chamados 630 classificados - 450 no cargo de nível médio e 180 nos de nível superior - número que corresponde à oferta original acrescida de 50% de convocações adicionais, após autorização do MPOG.
 
Especialista recomenda foco nos estudos
A estabilidade empregatícia, os benefícios e vantagens que a carreira pública proporciona devem ser os combustíveis motivadores dos interessados na futura seleção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o especialista em concursos e professor José Wilson Granjeiro. Para ele, o processo seletivo para cargos efetivos terá que sair do papel em breve, independentemente de cortes orçamentários do governo federal. “Uma entidade pública como o IBGE, em um país com 202 milhões de brasileiros,- que demandam serviços de qualidade em todas as carreiras estratégicas, não tem alternativa outra além da reposição do quadro de funcionários.”
 
Também na opinião de Granjeiro, o momento para iniciar os estudos é agora, ainda que a organizadora não tenha sido definida. “A pessoa deve estudar desde sempre. Os classificados, os aprovados nos concursos são aqueles que antecipam o estudo.” Para esse objetivo, o ideal, segundo o professor, é começar a preparação com base no último edital, através, principalmente, da identificação das disciplinas que têm mais peso, dos critérios de desempate e reprovação. Por fim, o especialista dá duas ótimas dicas de estudo para os futuros candidatos. “A melhor técnica é dividir o material em três períodos: pela manhã, trabalhe o conteúdo de maior peso e dificuldade; à tarde, estude as de dificuldade média; durante a noite, fique com as disciplinas que domina. Lembre-se de revisar o mesmo ponto depois de sete dias e, em seguida, após um mês”, aconselhou José Wilson Granjeiro. “É um sofrimento passageiro.

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