O presidente da Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro (RioSaúde), Ronald Munk, confirmou a realização de concurso público para todos os níveis de escolaridade, já no primeiro semestre de 2015. O objetivo, segundo ele, será substituir a mão de obra temporária, contratada por meio dos recentes processos seletivos que ofereceram, no total, 283 vagas, nas funções de médico (131), técnico de Enfermagem (63), enfermeiro (42) e outras. Os vencimentos-base oferecidos na ocasião variaram de R$950,99 a R$11.449,80, para carga de trabalho de 12, 20, 24, 30 ou 40 horas semanais.
“Substituiremos os profissionais temporários, contratados por tempo determinado, pelos aprovados no concurso. Os cargos abrangidos e o quadro de vagas ainda serão definidos, mas não deverão ser muito diferentes dos processos seletivos. A grande diferença será a forma de avaliação dos candidatos, já que não examinaremos somente a experiência e os títulos. Teremos as etapas esperadas de um concurso público”, disse o presidente da RioSaúde. Criada, em caráter emergencial, em maio de 2013, após a aprovação do Projeto de Lei 80/2013, de autoria do Poder Executivo Municipal, a empresa tem sido, de forma injusta, de acordo com Ronald Munk, duramente criticada em audiências públicas por vereadores, que alegam ainda não terem visto o resultado de sua atuação.
Na conversa, o presidente da entidade teve a oportunidade de falar sobre o concurso planejado, esclarecer o papel da RioSaúde na vida do cidadão carioca que depende do serviço público e explicar, entre outras questões, o motivo da demora até o início da fase operacional da empresa, em novembro deste ano, quando assumiu a Coordenação Regional de Emergência (CER) da Barra da Tijuca. “Na Saúde do município, temos duas formas de prestação de serviço para o cidadão: as unidades operadas por funcionários públicos, estatutários, e as geridas por Organizações Sociais (OSs). O prefeito Eduardo Paes julga que é importante haver uma terceira modalidade, que conviverá com as duas vigentes, para prestar serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse Ronald Munk.

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