quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Banco Central previsão de 600 vagas ainda nesse semetre.

Uma das principais regionais do Banco Central (BC), o Rio de Janeiro reflete os problemas verificados em âmbito nacional na autarquia. Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários do BC no estado (Sinal-RJ), Sérgio Belsito, o banco está fazendo o mínimo possível por falta de pessoal e também de recursos financeiros. O sindicalista acredita na autorização de um novo concurso para técnico e analista ainda este ano, mas para isso, o BC terá que encaminhar ao Ministério do Planejamento, até o fim de maio, um pedido de autorização com esse objetivo.
 
Belsito explicou que não é possível precisar de quanto é a carência de funcionários no Rio, visto que conforme as aposentadorias vão acontecendo, atribuições vão sendo cortadas para adequação à nova realidade de pessoal. Ele destacou ainda que, em todo o país, 600 empregados estão recebendo abono de permanência (adicional pago aos que já podem se aposentar, para que permaneçam na ativa) e podem deixar o banco a qualquer momento. “Acredito que algumas dezenas deles são do Rio de Janeiro”, estimou.
 
Assim como o presidente nacional da entidade sindical, Daro Piffer, Belsito também crê na possibilidade do Planejamento conceder a autorização do concurso ainda este ano, embora as condições não sejam as mais favoráveis para isso. “Vamos fazer o nosso papel e continuar cobrando o concurso”, disse ele. Para que consiga a permissão, o BC terá que fazer o pedido de concurso em tempo hábil, para que a proposta seja analisada na elaboração do projeto de lei orçamentária de 2017.Nós  questionamos a autarquia sobre o envio da solicitação, mas ainda não obteve resposta. Na opinião de Daro Piffer, do Sinal nacional, certamente a solicitação será feita.
 
Belsito lamentou o momento pelo qual passa o banco, com energia elétrica e uso da internet sendo racionados. Ainda segundo ele, as atividades da área de Meio Circulante, como saneamento das cédulas e distribuição do dinheiro, estão sendo terceirizados ao Banco do Brasil. No caso da fiscalização das reclamações dos clientes bancários, assim como das instituições financeiras, a dificuldade vai além da financeira. “Mesmo se houvesse recursos não haveria pessoal. Há dez anos nós tínhamos 150 fiscalizadores, hoje são menos de 30”, contou ele, explicando que a atividade é exercida por analistas. Em todo o país, há cerca de 2 mil vagas ociosas no quadro do BC, o equivalente a cerca de 30% das posições existentes. Sobre a possibilidade do novo concurso trazer vagas para o estado, Belsito avaliou que existe essa chance, porém, a oferta não deverá ser em número expressivo. “Em geral, será necessário ir para Brasília para depois tentar vir para o Rio de Janeiro.”
 
Requisitos e remunerações - O cargo de técnico do BC é voltado para quem possui o ensino médio completo, porém, no fim do ano passado, foi encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei alterando o requisito para formação superior. Para Daro Piffer, a mudança deve ser aprovada ainda neste semestre, visto que faz parte de acordo assinado com o governo. No caso de analista, a exigência já é do ensino superior completo em qualquer área. Ainda conforme o acordo assinado com o governo, os ganhos iniciais de técnico passarão para R$6.463,44 em agosto, enquanto que os de analista subirão para R$16.286,90 (reajuste de 5,5%), já com o auxílio-alimentação, de R$458. O BC realizou concurso para os dois cargos pela última vez em 2013, tendo o Cespe/UnB como organizador. 

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