quinta-feira, 19 de maio de 2016

CONCURSO INVESTIGADOR POLÍCIA CIVIL-RJ

A área de Segurança sempre foi prioridade do governo do Estado do Rio de Janeiro e, tão logo a atual crise financeira seja contornada, a política de concursos da Polícia Civil será retomada. Entre as seleções previstas está a de investigador, cargo destinado a quem possui o nível médio completo, com remuneração de R$4.454,93, somando vencimentos de R$4.190,93 e auxílio-alimentação de R$264. O anúncio da retomada das seleções após a crise foi feito pelo diretor da Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol), delegado Georges Toth Junior. A intenção dele foi fazer isso de forma transparente, para que os interessados na função estudem de forma antecipada, o que elevará o nível da disputa e dos novos servidores da corporação.
Segundo Toth, a Polícia Civil já faz um levantamento das carências, para formalizar o pedido do concurso ao governo. Ele recomendou que os interessados estudem: “A dica do Toth é que, se achamos que a situação financeira do estado está ruim, e não haverá concurso agora, é o momento de se preparar, porque quando as seleções voltarem a acontecer, todas as previstas sairão, inclusive essa de investigador. Quem começar a se preparar, sem dúvidas, sairá na frente nessa seleção, que promete ser bastante concorrida. É na crise que vem a oportunidade. E a chance agora é ir se preparando”, aconselhou.
 
Como estudar - O especialista em concursos Ricardo Pietro acredita que é hora de os interessados aproveitarem ao máximo o tempo dado até a seleção de investigador sair, para se garantir nas disciplinas e programas previstos. Segundo ele, quem começar a estudar desde já dará um grande passo rumo à aprovação no futuro. “A hora de garantir a vaga de investigador é agora. Se a Polícia Civil está dando esse tempo de estudo ao concorrente, mostrando transparência no processo, o candidato precisa se aproveitar disso. A melhor forma de se preparar é ter por base o programa do último concurso da corporação (em 2014, para papiloscopista). Além disso, planeje-se e faça as provas anteriores. Após se garantir nos conteúdos das últimas seleções, o concorrente poderá, lá na frente, quando o edital sair, se ater somente às novidades. Sairá na frente quem começar a estudar agora. E nesse concurso, quem sair na frente terá muita vantagem, tendo em vista a grande concorrência esperada.”
 
O delegado, mestre em Direito e coordenador pedagógico dos cursos da Fundação de Apoio ao Ensino e Pesquisa da Policia Civil (Faepol), Marcus Montez, também recomendou o estudo antecipado. “Minha sugestão é que planeje seu estudo antecipadamente. Não aguarde o edital ser publicado. Como o concurso vem sendo anunciado sem data para o edital, o candidato pode fazer um estudo, em médio prazo, sem sacrificar demasiadamente sua vida pessoal e profissional.” 

Boa oferta de vagas - A expectativa é que a corporação solicite um bom número de vagas de investigador, tendo em vista as carências de pessoal. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol-RJ), há necessidade de 2.545 investigadores, já que, de um quantitativo fixado em 3.500 (leis nº 3.586 de 2001 e 6.166 de 2012), há apenas 955. Tendo por base as carências, o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS) enxerga o desejo da Civil como correto. Segundo ele, a corporação faz bem em ter essa filosofia de retomada dos concursos.
 
“É fundamental ter concursos periódicos. Há hoje uma quantidade enorme de carência na Polícia Civil, em praticamente todas delegacias. Algumas, inclusive, funcionam com menos do 50% do contingente previsto em lei. É o tipo da área do governo em que o concurso público deve ser permanente. Sabemos que no atual cenário é difícil, tendo em vista a grave crise econômica. Mas saber que a corporação já pensa no depois da crise é muito interessante”, disse o parlamentar.
 
Além de investigador, a Civil pretende abrir concurso para delegado (117 vagas, R$17.033,22 e graduados em Direito) e perito legista (92, R$7.829,45 e graduados). As solicitações desses concursos já são avaliadas pelo governo e, provavelmente, serão autorizadas antes. O pedido de delegado já passou por todos os setores exigidos, dependendo apenas do aval do governador. O de perito legista está no Departamento Geral da Polícia Técnico Científica.
 
 
Leis Especiais podem ser novidade
 
A Polícia Civil do Rio tem mantido uma estrutura nos seus concursos, que deverá se repetir na seleção para investigador. Esse formato é o de provas objetiva, física e psicotécnica, além de exame médico e curso de formação. A primeira avaliação costuma apresentar 100 questões. No caso do investigador, costumam ser 30 de Língua Portuguesa, 50 de Conhecimentos Específicos (Direito Constitucional, Direito Administrativo, Conhecimentos de Direito Penal e Conhecimentos de Direito Processual Penal) e 20 de Informática. A matéria Leis Especiais, segundo especialistas, deverá aparecer como novidade.
 
Essa foi a estrutura do último concurso de investigador, em 2005. À época, foi aprovado quem conseguiu acertar, pelo menos, 50 questões da avaliação. A organização coube à Fundação Cesgranrio. O programa recomendado pelos professores, para servir de base ao estudo, é o da seleção de papiloscopista, de 2014 (o mais atual). 
 
Corporação nega extinção do cargo
 
Logo que o diretor da Acadepol, Georges Toth Junior, anunciou, de forma antecipada, o concurso para investigador da Polícia Civil do Rio, surgiu o boato de que a seleção não aconteceria, pois o cargo teria sido extinto. No entanto, o próprio diretor esclareceu que a função nunca foi extinta e que, na verdade, a Civil já teve o desejo de não fazer mais concursos para o cargo, pois desejava ter apenas graduados nos quadros. Contudo, segundo Toth, esse objetivo foi alterado.
 
O diretor da Acadepol esclareceu que a Chefia da Civil voltou a desejar ter servidores de nível médio e, por isso, o concurso entrou em pauta. A Fundação de Apoio ao Ensino e Pesquisa da Policia Civil (Faepol) também esclareceu que o cargo segue válido. Segundo a Faepol, a função continua existindo, conforme Lei Estadual RJ nº 3.586/2001, dentro do chamado Grupo III (Agentes de Polícia Estadual de Investigação e Prevenção Criminais) ao lado dos cargos de inspetor de polícia e oficial de cartório policial. Ainda segundo a fundação, a Administração Pública passou a dar preferência ao provimento de cargos que possuíam como requisito de acesso o 3º grau (inspetor e oficial de cartório). Recentemente, porém, a Administração entendeu por bem prover novos cargos de investigador de polícia, mantendo a exigência do antigo 2º grau.

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