quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aprovados em concursos denunciam irregularidades na convocação

Concurso realizado em 2012 ofereceu 889 vagas para vários cargos na área.
Ordem dos Advogados do Brasil lamenta que esse tipo de prática ocorra.
                                                                                                                                                                 No ano passado a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) realizou um concurso público para a contratação de quase 900 profissionais em diversas áreas, mas até hoje muitos aprovados não foram chamados e denunciam que a Sesapi não está cumprindo com a ordem de classificação na hora de convocá-los.
Duas candidatas que foram aprovas e preferem não se identificarem dizem que realizaram concurso, só que mais de um ano após a divulgação do resultado elas ainda não foram convocadas.                                                                                                                                        Depois de um ano de espera, eu aqui desempregada necessitando de emprego e sabendo que eu   tenho essa vaga conquistada com muito suor, muito esforço, durante esse tempo que eu me preparei para o curso e não fui contemplada ainda. Sabendo de pessoas que estão sendo desviadas de função, que estão ocupando essas vagas, sabendo de muitas irregularidades, deixa a gente bastante pra baixo”, denunciou.
Outra denúncia é de que a ordem de classificação foi descumprida em algumas nomeações feitas pelo governo do estado. De acordo com um documento obtido pela equipe de reportagem da TV Clube, o primeiro, segundo e terceiro colocados que concorriam para a cidade de Paranaíba ficaram fora das nomeações, a secretaria de saúde nomeou apenas do quarto ou oitavo.
“O próprio edital coloca que é por ordem de classificação. Se eu passe em terceiro não precisava do primeiro”, afirma a mulher.
O concurso realizado em 2012 ofereceu 889 vagas para vários cargos na área de saúde do estado. “A sequência de classificação não pode ser de forma alguma alterada a não ser que ocorra uma decisão judicial. Não existe a mínima possibilidade disso acontecer”, argumentou Pedro Leopoldino, supervisor da Sesapi.
Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde do estado, em janeiro e fevereiro aconteceram reuniões no Ministério Público para tratar da demissão dos prestadores de serviços da Sesapi e teria ficado decidido que os diretores dos hospitais iriam fazer uma lista com o nome das pessoas com menos de 5 anos na secretaria e que eles seriam demitidos para que os aprovados  fossem chamados, só que até hoje isso não aconteceu.
“Em Teresina, por exemplo, recebemos a denuncia do hospital Natan Portela de que o pessoal da enfermagem não está suportando a carga horária de trabalho pesada porque o número de pessoas é bem reduzido. São 2 funcionários para tomar de conta de 29 pacientes. Enquanto isso, concursados esperando e diretores colocando pessoas sem concurso”,  relatou Bartolomeu Gaspar, diretor do sindicato.
A comissão de concurso público da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lamenta que esse tipo de prática ainda se mantenha no Piauí. “Infelizmente é uma prática recorrente, então nós recebemos várias denuncias relatando a mesma situação”, contou Beto Igo Cabalero, membro da comissão.

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