Porquê
ou por quê, qual é o certo?
Saber
o porquê dos porquês não é brincadeira. Muitos profissionais se
atrapalham para resolver essa questão por várias razões: são
palavras usadas com frequência, não entendemos a necessidade de ter
tantas formas diferentes de porquês e, finalmente, diante de coisas
importantes para resolver no dia a dia, isso parece secundário.
A questão é que errar a grafia das palavras no trabalho não é opção – as pessoas podem ser cruéis: “se não sabe nem escrever, será que sabe o que está fazendo?”.
A questão é que errar a grafia das palavras no trabalho não é opção – as pessoas podem ser cruéis: “se não sabe nem escrever, será que sabe o que está fazendo?”.
Para
que você não caia em armadilhas como essa, aqui está a segunda
parte da explicação do uso dos porquês. Então, vamos lá.
Porquê
Substitui
as palavras razão, causa ou motivo. É um substantivo e, como tal,
tem plural e pode vir acompanhado por artigos, pronomes e adjetivos.
Exemplos:
Não
quero saber o porquê de tanto atraso.
Não
me traga seus porquês.
Certos
porquês não merecem atenção.
Dica
fácil: A palavra geralmente é antecedida de artigo “o” ou
“um”.
Por quê
Use
a expressão quando ela estiver no fim da frase. Alguns autores dizem
que isso vale também quando houver uma pausa, uma vírgula, não
importa que seja pergunta ou não. Exemplos:
Não
aprovaram a proposta e não sabemos por quê.
Não
temos o resultado da concorrência. Por quê?
Não
sabemos por quê, onde e quando tudo aconteceu.
Dica
fácil: O
artigo pode definir o uso dos porquês. Exemplos:
Ele
não veio, não sabemos por quê.
Ele
não veio, não sabemos o porquê.
Eles
querem entender por quê.
Eles
querem entender o porquê.
Mais
uma dica importante: essas
regras podem ser usadas em qualquer expressão que tenha o quê
forte, no fim da frase, pois toda palavra com apenas uma sílaba que
seja forte e termine em “e” deve ser acentuada. Isso ocorre
quando o quê é um substantivo ou quando está no fim da frase.
Exemplos: Isso tem um quê de enganação (é um substantivo, pode
ser substituído por “tem um toque”). Eles falaram o quê? Você
não me telefonou por quê? Eles estão aqui para quê?
Para
terminar, deixo uma música de Chico Buarque:
Com
açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra
você parar em casa, qual o quê!
Com
seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando
diz que não se atrasa
Você
diz que é um operário, vai em busca do salário
Pra
poder me sustentar, qual o quê!
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