quinta-feira, 4 de setembro de 2014

CandidatosPMRJ 2014 se reúnem na Alerj e pedem anulação total


Manifestantes se reuniram nas escadarias da Assembleia Legislativa
Um grupo de candidatos do concurso para soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) se reuniu na tarde desta terça-feira, 2 de setembro, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para reivindicar a anulação do certame. O motivo, segundo os candidatos, é o grau de exigência da prova realizada no domingo, 31, que estaria além do que geralmente é cobrado neste tipo de avaliação e cargo. Outra reclamação, mas com menos ênfase, foi em relação à falta de fiscalização em alguns locais de realização dos exames, já que fotos do teste, supostamente tiradas dentro de sala de aula, foram vazadas na internet. Apesar das queixas dos candidatos, na tarde desta terça a PM-RJ afirmou não haver razão para a anulação das provas.

Segundo a própria PM-RJ, que acompanhou a manifestação do lado de fora da Alerj, estiveram reunidas cerca de 150 pessoas no local. Os candidatos foram recebidos pela deputada estadual Janira Rocha (Psol), que reuniu todos na escadaria da sede do legislativo fluminense para fazer uma espécie de votação. A deputada questionou se os candidatos defendiam a anulação total do concurso, ou somente de algumas questões específicas. Por quase unanimidade os candidatos optaram pela anulação completa do certame. Menos de dez levantaram a mão quando a opção apresentada foi a anulação parcial, apenas de algumas perguntas. Um dos candidatos que estavam presentes na manifestação e que fará parte da comissão é Anderson Silva de Jesus. "Agora já foi decidido. A maioria que esteve aqui hoje votou pela anulação total do concurso e é isso que vamos buscar agora, com ajuda dos parlamentares."

Com a decisão da maioria de pleitear a anulação do processo seletivo, que visa ao preenchimento de 6 mil vagas, foi formada uma comissão entre os candidatos. "Agora vamos sentar com esta comissão e organizar um documento para fazer esta provocação ao Ministério Público, solicitando que ele faça essa ação. Vamos pedir também uma audiência com a Exatus (organizadora), com as secretarias de Estado de Segurança e Planejamento, que são responsáveis pela realização do concurso e, também, com o comando da PM-RJ, que precisa se manifestar", afirmou a deputada Janira Rocha, lembrando que está marcada, para sexta-feira, 5 de agosto, às 18h, a reunião para debater o futuro da seleção.

Janira Rocha chegou a formular uma lista para averiguar quais são os deputados estaduais da Alerj que também apoiam a causa. Até as 17h, apenas as deputadas Inês Pandeló (PT) e Aspásia Camargo (PV) haviam assinado. Na opinião de Inês Pandeló, se houve problemas com relação às regras do concurso, é justo que ele seja anulado, com abertura de outro certame. "Sou a favor de concurso públicos, mas para que eles realmente tenham valor, é preciso estarem todas as regras estabelecidas em edital, e estas serem devidamente seguidas. Demos o apoio, mas o recurso na Justiça, no Ministério Público, acho que cabe, se o candidato se sentiu realmente prejudicado em alguma instância."

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