quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Professores pedem anulação de nove questões concurso PMRJ 2014. Veja argumentação

Pelo menos nove questões da prova objetiva do concurso para soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) devem ser anuladas, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Informática e História, segundo especialistas entrevistados pela FOLHA DIRIGIDA. Em Informática, a professora Lilian Pimenta cita a questão 35 da prova amarela, sob argumento de que há erros no enunciado e nas opções de resposta. "Não existe o termo 'Configurações da Internet' no Internet Explorer 11, como está na pergunta. Além do mais, não há 'habilitar navegação guiada' dentre as opções de acessibilidade", argumenta, falando do item B, que foi marcado pela banca como o correto - confira a argumentação da professora no anexo abaixo. O professor Moisés Romano reforça a ideia de anulação da questão e também cita questões cujo conteúdo foi o programa Office 2013, que não estava na bibliografia do edital.

Em Língua Portuguesa, o professor Márcio Coelho diz que a prova apresenta erros, como na questão 3 (sempre com referência ao modelo 'branca'), onde o primeiro item é julgado como falso no gabarito, o que está em desacordo com a própria bibliografia sugerida no edital. "A Nova Gramática do Português Contemporâneo e até mesmo o Novo Acordo Ortográfico confirmam que as palavras 'pé' e 'jacaré' levam acento pelo mesmo motivo: oxítonas terminadas pela letra 'e'", explica. Para o professor, há também divergências em outras questões.
 
A de número 5 apresenta problemas nas alternativas. A banca pede que seja sinalizada a afirmação incorreta, constando no gabarito o item D. Para Márcio, o item C também está incorreto, já que o verbo "chegar" não apresenta valor de "movimento", e sim, de "ser suficiente". Na questão 7, o gabarito marca o item C como o único correto. Para o professor, não há alternativa certa, já que o conectivo "e" na afirmação do item não apresenta valor de oposição, como consta, e sim, compensação ou até mesmo adição. Márcio Coelho indica a questão 10, também da prova branca, como alvo de anulação. A banca marca o item D como correto mas, para o professor, não há alternativa certa. "A banca afirma que a crônica oscila entre a literatura e o jornalismo quando, na verdade, observando as passagens do texto, nota-se que se trata de uma crônica literária", argumenta.

Já em História, o professor Fernando Müller pede a anulação das questões 21 e 25, onde todas as alternativas estão corretas, e também da questão 24, que apresenta duas opções certas. A polêmica questão 22, sobre a Batalha de Jenipapo, também é citada para a anulação. Fernando alega que "não tem como identificar a opção a ser marcada na prova", já que o conflito não pode ser considerado "fundamental no processo de independência e consolidação do território brasileiro", como indica a organizadora ao marcar o item B como o correto - também neste caso, confira as explicações do professor Fernando Müller nos anexos abaixo.
 
A empresa Exatus, por meio de seu site, disponibiliza a ferramenta para recursos, com atendimento aos interessados até dia 8 de setembro, conforme previsto no calendário que consta do edital de abertura da seleção. Os recursos relacionados a questões da prova podem ser feitos diretamente neste link. Quanto a falhas que possam ter ocorrido - tanto na segurança quanto na organização do concurso - estas estão sendo analisadas mas, por enquanto, por meio de notas oficiais, a organizadora afirma que o concurso prossegue normalmente, e que as denúncias feitas, como a publicação de fotos de provas nas redes sociais, não ameaçam a lisura da seleção. 

FONTE:  http://www.folhadirigida.com.br/fd/Satellite/home  ACESSADO 04/09/2014

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