O resultado definitivo da prova objetiva do concurso para soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ), que estava previsto para a última terça-feira, dia 21, somente será conhecido no próximo dia 28. A informação é da Exatus, organizadora, alegando o grande número de recursos contra a nota preliminar da prova objetiva. O novo cronograma do concurso pode ser conferido NO PASSAR EM CONCURSO. Muitos candidatos reclamaram do novo atraso na divulgação do resultado. "É de forma desrespeitosa que a banca trata os participantes, com alterações constantes no cronograma. Desde o primeiro edital do concurso, os candidatos sofrem com a falta de compromisso da banca. Inclusive, conheço algumas pessoas que até hoje não receberam a devolução dos R$100 da taxa de inscrição. Nos parece que em época de eleição o concurso foi apenas para arrecadar verbas", afirmou Alisson Nascimento.
Hugo Carvalho, outro candidato, concorda com Alisson Nascimento. "Mais uma vez, a Exatus mostrou sua inidoneidade. E isso só ratifica meu pensamento de que tudo não passa de jogada política. Um concurso realizado em período eleitoral, com mais de 105 mil inscritos, mais de R$10 milhões arrecadados, com inúmeros erros e baixo índice de aprovados na primeira etapa, cerca de 10% dos inscritos, por si só já levantaria muitas suspeitas. Se não bastassem todos esses indícios, a banca ainda adia por duas vezes o resultado da prova objetiva para após as eleições e não dá nenhuma satisfação. Tudo pode ser uma coincidência muito grande ou não, mas a falta de transparência, organização e desrespeito com os candidatos, só reitera a possibilidade desse concurso ser fraudulento", salientou.
A opinião é compartilhada com Anderson Silva. "Estranho adiarem o resultado duas vezes consecutivas, sendo ambas para depois das eleições. Acho uma falta de respeito fazer os inscritos esperarem um resultado ansiosamente para dizer somente no tão aguardado dia que o sofrimento será prolongado por mais uma semana. Isso só aumenta a revolta dos candidatos, podendo ser interpretado como jogada política", enfatizou.
Para o candidato Eduardo Bitencourt, o adiamento mostra o descaso da organizadora. "Mais uma vez fomos iludidos com a incompetência da banca, que ocorre desde o início do concurso", disse, acrescentando que a inoperância vai desde o atendimento até o cumprimento do cronograma.
Para o candidato Eduardo Bitencourt, o adiamento mostra o descaso da organizadora. "Mais uma vez fomos iludidos com a incompetência da banca, que ocorre desde o início do concurso", disse, acrescentando que a inoperância vai desde o atendimento até o cumprimento do cronograma.
Serão aprovados na prova objetiva os candidatos que não zerarem nenhuma disciplina e alcançarem o mínimo de 50% de acertos (20 pontos). Para ser aprovado na redação, que vale dez pontos, também é necessário obter pelo menos 50% dos pontos. Serão corrigidos os textos dos candidatos aprovados na prova objetiva até o limite de cinco vezes o número de vagas. Em virtude das supostas irregularidades no concurso, a deputada estadual Janira Rocha (Psol) deu entra da em ação popular pedindo a anulação do concurso. Os candidatos cobram também do Ministério Público a investigação do caso.

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