quinta-feira, 9 de outubro de 2014

POLICIA CIVIL Pedido de mais 100 vagas no Instituto Félix Pacheco

O Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), um dos locais de lotação dos futuros classificados no concurso de papiloscopista da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, sofre com a carência de pessoal, e espera ansiosamente pela realização da seleção. O diretor do órgão, papiloscopista policial Márcio Pereira de Carvalho, reconhece isso e afirma que a lotação ideal do quadro do IIFP só ocorrerá com o ingresso de 300 novos servidores. No entanto, os 100 novos papiloscopistas poderão ser lotados, além da sede do IIFP, no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, nos Postos Regionais de Polícia Técnico-Científica, nas seções de inteligência policial dasdelegacias, nas delegacias de homicídios (DHs) ou na delegacia de roubos e furtos de automóveis (DRFA). 
O dirigente afirma que tentará solicitar à corporação o envio de, pelo menos, 100 novos papiloscopistas, a fim de reduzir a necessidade, já que não consegue montar as escalas. Com isso, a oferta do concurso poderá chegar a 200 vagas. Márcio detalha a rotina da função e os principais projetos do instituto, destacando o de perícia de levantamento e impressão digital no local do crime. O dirigente também disse que pediu ao IBFC, organizador, uma boa avaliação dos candidatos, principalmente, na parte de Informática, já que a necessidade atual está em torno de profissionais que tenham conhecimento de softwares de imagens.

 Quais os principais projetos que estão sendo  implementados no Instituto de Identificação Félix Pacheco?
Márcio Pereira de Carvalho - O carro chefe do IIFP atualmente é a  perícia de levantamento de fragmentos de impressão digital no local do  crime. Quando acontece algum furto, roubo ou homicídio, uma viatura doIIFP, requisitada pela autoridade policial, delegado de polícia, com  dois policiais vai ao local do crime a busca de fragmentos e impressões digitais. Levantados os fragmentos, eles retornam à sede do instituto e  os confrontam com a base de dados.
 
Para o senhor, o que significa ser diretor e atuar numa instituição tão importante para o estado, já que mantém e atualiza o arquivo criminal e é responsável por confeccionar e emitir “Folhas de Antecedentes Criminais”, “Atestado de Antecedentes” e “Laudos de Perícia”?
Bom, eu sempre fico muito orgulhoso porque, de 2009 para cá, o Instituto  de Identificação Félix Pacheco, que pouco atuava na área policial, hoje  é parte indispensável dos processos. Hoje, um preso não ingressa no  sistema penitenciário sem ter sua identidade confirmada pelo IIFP.
 
Agora é feito um levantamento criminal dessa pessoa?
Sempre. É um procedimento prévio. Nenhum preso ingressa no sistema penitenciário do Rio de Janeiro sem que suas digitais sejam enviadas ao instituto até a confirmação de sua identidade. Caso ele não possua, criamos para ele um indexador numérico, para o caso de ele voltar a  delinquir possamos identifica-lo.
 
A Polícia Civil vem realizando uma série de concursos nos últimos anos, muitos com o objetivo de reforçar também a chamada Polícia Científica e o núcleo de inteligência. Dessa forma, qual a importância desta seleção em andamento, para 100 vagas de papiloscopistas?
Nós estamos precisando de pessoas que tenham principalmente conhecimentos de Informática, e pedi que a empresa responsável pelo concurso desse uma ênfase grande a essa área. Claro que também precisam ter o perfil policial, mas saber usar os softwares de Informática é muito importante.
 
Qual o perfil desse policial?
Essas pessoas serão obviamente avaliadas pelo exame psicológico. Até porque elas irão às ruas em uma viatura ostensiva, uniforme padrão, portando armas de fogo, como pistolas e fuzis. Então, se alguém busca tranquilidade inscrevendo-se para esse concurso, desista. O servidor deve estar preparado e ter vocação para ser policial.
 
Os 100 aprovados serão direcionados para trabalhar no IIFP? Há um número mínimo de vagas para lotação na sede do IIFP?
Não. Eles poderão ser lotados tanto na sede, quanto nos postos regionais de Polícia Técnico-Científica espalhados por todo o estado, conforme mencionado acima. Não há uma quantidade definida.
 
E para onde eles podem ser direcionados?
Além da sede do IIFP, no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, nos Postos Regionais de Polícia Técnico-Científica, nas seções de inteligência policial das delegacias, nas delegacias de homicídios (DHs) ou na delegacia de roubos e furtos de automóveis (DRFA)
 
Além do salário de R$4.830, há mais algum atrativo na carreira?
Sim, ano passado nós ganhamos R$7 mil por um prêmio em inovação tecnológica, além das promoções que podem acontecer por antiguidade, merecimento ou bravura.
 
O senhor acha que o quantitativo de 100 vagas supre a necessidade do IIFP?
Não, meu déficit é de 300 policiais. Tentarei aumentar esse número para 200 vagas. É o máximo que posso conseguir.
 
Esse déficit atrapalha o funcionamento do trabalho?
Totalmente. Eventualmente não conseguimos completar a escala de serviços.
 
Qual é a rotina do papiloscopista?
Tem papiloscopista na função administrativa, que é responsável pela criação e manutenção de prontuários criminais, emissão de FAQs, atestados de antecedentes criminais, certidões, tudo no área administrativa. No posto regional de Polícia Técnico-Científica, ele assume o plantão, e tem como função realizar perícias nos locais de crime, identificar cadáveres. Na sede, temos de quatro a cinco equipes, que saem nas viaturas com uma lista de perícias a serem realizadas.
 
Assim que tomar posse no cargo, qual será sua primeira função? Quais os desafios que eles podem enfrentar?
Ele fará tudo que qualquer policial faz. Quanto aos desafios, acredito que serão os do dia a dia na profissão.
 
Como está a estrutura física e tecnológica do Instituto?
Está ótima. Nos postos nem tanto, mas aqui na sede está ótimo.
 
O que os aprovados podem esperar do local de trabalho?
Eles irão gostar muito. Tem bastante armamento, colete e material para realização de perícia.
 
O que o senhor espera desses candidatos e qual a mensagem que deixa para eles?
Espero que eles sejam vocacionados, competentes e pró-ativos. A mensagem é que sejam muito bem vindos.

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