Com concurso confirmado para cargos dos níveis médio e superior e com edital previsto para sair no início de 2015, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) concentra esforços na definição dos detalhes do concurso, entre os quais a escolha da organizadora. Embora novas informações sobre a seleção tenham sido revelados, especialistas na área de concursos orientam os interessados a estudarem como base no programa anterior. "Neste estagiário inicial, a
primeiro coisa a se fazer é pegar o edital anterior e estudar com base no último programa. Acredito que não ocorrerão alterações significativas. Geralmente, 90% a 95% do conteúdo se repete. Depois, quando o edital sair, é só fazer os ajustes necessários", disse Rosângela Cardoso, especialista na área de concursos.
primeiro coisa a se fazer é pegar o edital anterior e estudar com base no último programa. Acredito que não ocorrerão alterações significativas. Geralmente, 90% a 95% do conteúdo se repete. Depois, quando o edital sair, é só fazer os ajustes necessários", disse Rosângela Cardoso, especialista na área de concursos.
Inicialmente, segundo assessores diretos da procuradora-geral do estado, Lucia Léa Guimarães, o concurso será para cadastro de reserva nos mesmos cargos da seleção de 2009, a última da PGE-RJ para a área de apoio. No entanto, não está descartada a possibilidade de o edital trazer vagas imediatas. Como o prazo de validade do último concurso já expirou, a PGE-RJ não tem um cadastro útil para chamar novos servidores em caso de necessidade. Por isso, a expectativa é de que os trâmites relacionados à abertura do concurso sejam rapidamente definidos, de forma a não deixar o órgão sem um banco de concursados.
As oportunidades serão para os cargos de técnico processual (antigo técnico assistente de procuradoria), que exige o nível médio, e analista (antigo técnico superior), para graduados nas áreas de Administração, Contabilidade, Computação e Informática, Biblioteconomia, Medicina, Direito e Engenharia Civil ou Arquitetura. Os rendimentos são de R$4.542 para técnico, incluindo o vencimento de R$3.860 e o auxílio-alimentação de R$682 (valor de R$31, para 22 dias de trabalho), e de R$6.382 para o analista tem rendimento de R$6.382, já incluindo o auxílio.
As remunerações podem ser maiores. Caso o técnico tenha pós-graduação, receberá um adicional de qualificação (AQ) de R$283,50, o que possibilita rendimento de R$4.825,50. Se o servidor tiver mestrado, terá remuneração de R$5.109, com AQ de R$567, e R$5.676 com doutorado, incluindo o adicional de R$1.134. Já no caso do analista, se o servidor tiver pós-graduação, seu rendimento chegará a R$6.665,50, com mestrado, a R$6.949, e doutorado, a R$7.516. Em 2009, a seleção ocorreu somente por meio de prova objetiva, composta por 60 questões para o técnico e 70 para analista. O regime de contratação é o estatutário, que garante a estabilidade.
Português: professor orienta estudo
Enquanto o concurso para níveis médio e superior da área de apoio da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ), autorizado este mês, não é aberto, quem sonha em ingressar no órgão deve manter os estudos em dia. Disciplina importante e que no último concurso, em 2009, teve peso um e 20 questões, o maior quantitativo da seleção, é Língua Portuguesa. A disciplina, segundo o professor Alexandre Luz, do curso Ênfase, não deverá ter muitas novidades, já que os programas costumam ser mantidos. A única mudança, que deve ter atenção especial dos candidatos, é a reforma ortográfica. "Trata-se de um assunto ainda pouco explorado nos concursos, mas o candidato deve assimilar as mudanças impostas pelo novo acordo", disse. O especialista analisou a prova do concurso de 2009, para orientar os interessados na seleção.
Segundo Alexandre, foi um exame que dividiu democraticamente a parte de Interpretação Textual e a de Gramática. "A FCC cobrou Compreensão e Interpretação de Textos, Semântica, Concordância, Flexão Verbal, Emprego de Pronomes, Regência, Voz Passiva, Ortografia, Pontuação, Emprego de Conectivos, Crase e Redação Oficial", contou. Na ocasião, segundo o professor, houve oito questões sobre Interpretação Textual, com dois textos, duas de Concordância, uma para reescrever frases, uma de Crase, uma de Regência, uma de Pronomes, uma de Conectivos e seus Valores Semânticos, uma de Ortografia, uma de Flexão Verbal, uma de Pontuação, uma de Voz Passiva e uma de Redação Oficial.
O professor acredita que os mesmos assuntos serão cobrados no novo concurso, mas os candidatos devem ficar atentos à maneira que a organizadora irá cobrar as questões. "Um tópico como 'concordância', por exemplo, é trabalhado com teores bem diferentes se compararmos bancas como Fundação Carlos Chagas (FCC), Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Cespe/UnB. Como a banca ainda não foi definida, o candidato deve direcionar o foco para os assuntos mais cobrados."
Alexandre destacou ainda que os interessados em ingressar na PGE-RJ devem dar muita atenção ao Português. "Quase sempre, é a matéria que faz a diferença no resultado final. Nos últimos anos, vários candidatos têm obtido um bom desempenho nas disciplina jurídicas, mas não vão bem em Língua Portuguesa. É essencial que o candidato se convença da necessidade de ter contato frequente com as regras gramaticais. Sem revisão constante, a matéria cai no esquecimento", alertou.

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